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sexta-feira, 24 de junho de 2011

...e a nova masculinidade?

            Hello my ladies!!!
Imaginem a cena, a mulher chega em casa do serviço e lembra que sábado tem festa pra ir. Ela dá um beijo no marido e pega o telefone pra marcar unha, sombracelha e depilação. Aí o marido vira pra ela e diz: “ah amor, aproveita e marca pra mim também”. Oi?
            Estava conversando com uma pessoa sobre o blog (Dr. Thiago! Oi? Tá famoso agora!), e essa pessoa me disse que não curte androginia. Parei pra pensar e descobri que não curto também não. E o estranho é que eu achava que a idéia me agradava... Explico: já disse aqui 200 milhões de vezes que eu amo a década de 80, que queria ter a minha idade atual nessa época, blá blá blá. E o que mais fazia sucesso nessa época? Isso mesmo: a androginia.
            Mas veja bem, era uma época glamurosa. Os homens que tinham coragem de usar brilho/glitter/laquê eram os integrantes das bandas de Hard Rock (tipo Poison, Kiss, Whitesnake, Ac/Dc). Não eram pessoas, eram personagens. E no mundo da ficção tudo é permitido, tudo é divertido, tudo é poético e bonito. Mas e hoje?

Paetê, maquiagem, laquê e salto alto...

... só se for em banda de Hard Rock!!!

            Hoje, meu bem, você corre o risco da bancada de cosméticos do seu namorado ser tão grande quanto a sua. Hoje não é (só) o rockstar que faz a unha e tinge o cabelo: é o seu irmão, seu colega de trabalho, seu namorado... talvez até seu pai. Óbvio que não está mais na moda homem usar purpurina (ou eu espero que não), mas as linhas que separam os sexos estão cada vez menos definidas: e é disso que eu não gosto.
            Se um cara hoje limita seus cuidados belezísticos a fazer a barba, cortar o cabelo no barbeiro da esquina e cortar a unha com um cortador, ele é chamado de ogro. Pode isso? Eu não condeno a vaidade. Aliás, com a minha mania de limpeza, acho super válido que os homens passem a aderir a algumas práticas mais civilizadas. Mas sem exageros.
            Homem tem que ser limpo e cheiroso, mas não precisa ser uma moça. Não precisa fazer progressiva, luzes, tingir cabelo (adooooro grisalhos... George Clooney, suspiros!), fazer unha toda semana, depilar as costas, desenhar a sombracelha. Parece, pra mim, pelo menos, que o cara perde 50% da testosterona nesse processo. Óbvio que o cara não precisa ficar igual o Tony Ramos, ou com uma monocelha na cara, não precisa pagar de estagiário do Shrek, mas aderir à vaidade tem que ter critério, se não vira bagunça.
            A graça de tudo está nos universos, masculino e feminino, serem diversos. Em as mulheres passarem os dias no salão, e os homens nos butecos bebendo cerveja. E não em uma hipótese como a do começo do post, onde homens virem freqüentadores assíduos de salão de beleza. Pra mim, é uma situação, no mínimo, broxante. É até engraçadinho ver o David Beckham usando saia (oi?), mas, de boa, vocês realmente achariam isso bonito num homem comum, no meio da rua? Eu certamente não.
            Então eu levanto a bandeira de que mulher tem q ser delicada, e homem tem que ser (porque não?) meio ogrinho mesmo. Se não perde a graça.