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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Falando de estética...

Olá, moços e moças!

Primeiramente eu fiquei felicíssima em descobrir que alguns rapazinhos lêem o blog, motivo pelo qual tentarei diversificar o conteúdo daqui. Mas teremos mais receitas de hidratação em breve!
Enfim, o motivo desse post é uma pequena polêmica: até onde o padrão de beleza influencia você? Isso porque lendo o post da Yasmin sobre as sardas eu parei pra me questionar isso. A gente vive num mundo em que certos padrões são vendidos e todo mundo que não consegue comprar se sente deslocado. É fato que toda época tem seus modismos (na década de 80 eram as ombreiras, na de 90 a pinta da Cindy Crawford – que muita gente fazia com lápis de olho... eca!), mas atualmente o avanço tecnológico tem feito com que se ultrapassem alguns limites.
No Japão, por exemplo, existem aparelhos que afinam... a ponta dos dedos!!! Inventaram uma cirurgia que muda a cor dos olhos, lipoaspiração no tornozelo e outras zilhões de coisas descabidas. A tecnologia pode e deve nos ajudar a ficar mais bonitas e a nos aceitar diante do espelho. E eu também tenho as minhas neuroses. Já usei aparelho ortodôntico porque achava que meu sorriso lembrava o Ronaldinho Gaúcho, vivo mudando a cor do cabelo e uso antissinais desde o ano passado. Mas nunca, JAMAIS, me submeteria a uma cirurgia (e todos os riscos que ela traz) em nome de um benefício estético surreal.
Não adianta a moça que tem o quadril largo fazer 200 lipos, e parar de comer. Ela vai emagrecer, ficar doente, mas o quadril vai continuar largo porque ainda não inventaram cirurgia que mude o biótipo e a estrutura óssea das pessoas. Ficar magra por saúde, sim. Fazendo dieta corretamente, orientada por um profissional, ou talvez até pelo mero bom senso, não é mera estética, mas qualidade de vida. A moça que quer reduzir o seio por causa da coluna, ou a que quer por silicone porque não se sente bem... tá ok. Uma pessoa que fez regime, malha, emagreceu, mas quer se livrar de um culote que não sai por nada e vai fazer uma lipoaspiração é igualmente aceitável. Nada disso ultrapassa o bom senso. Mas fazer mais 15 lipos na vida? Trocar o silicone de acordo com a moda da época? Transformar seu próprio corpo num laboratório de testes dos mais novos procedimentos, arriscar a saúde e a vida a troco de... de que?
Pra encerrar, cito aqui alguns casos clássicos: Elza Soares quase virou japonesa de tanto esticar o rosto, e não parece a mulher sensual que já foi, mas uma cobaia de laboratório bizarra. Donatella Versace parece um pato, de tanto colágeno nos lábios e botox. Angela Bismarchi já passou por... ixi, não sei quantos procedimentos. E meu saudoso, amado e ídolo Michael Jackson não só morreu parecendo outra pessoa como depois de tantos pós-operatórios ficou viciado em analgésicos. Vale o risco?

Em contrapartida, temos belos exemplos de gente que envelhece com dignidade, sem deixar de ser linda e usa a tecnologia para melhorar sempre. Luiza Brunet, Yoná Magalhães (já passou dos 70, meu povo. E ao invés de esconder a idade, assume com dignidade), Ashlee Simpson (que não esconde de ninguém que fez uma rinoplastia – bem feita – e se sente contente com isso) e a própria Cindy Crawford, que mesmo depois dos 40 dá show em muita menina de 20 por aí.



Vamos parar pra pensar até quão longe se pode ir?